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- Gente -

Instinto de mãe

11.05.2018

O instinto materno pode nascer com a mulher, pode demorar a chegar, pode vir no momento mais inesperado e de supetão ou pode surgir devagarinho, com os simples gestos do dia a dia. Mãe sempre vai ser a nossa referência de cuidado, carinho, amor, dedicação... O que sabemos é que elas mudam totalmente suas vidas e passam a se dedicar aos filhos, colocando-os em primeiro lugar e tentando sempre fazer o melhor. Para homenageá-las, escolhemos quatro histórias (e quatro tipos de mães) que resumem em poucas palavras todo o amor que sentem: a primeira é mãe de muitos filhos, a segunda de uma filha só, a terceira é mãe solo e de gêmeos e a última é mãe adotiva, mas com todo o coração.

Alethea Geremia,42 anos,
é mãe de Enrico, 18, Frederico, 6, Aretha, 8 e Reinaldo, 16
“Desde pequena sempre quis ser mãe, acho que tenho uma condição natural para isso (só acho...). Lembro de quando ainda namorava com meu marido de ter falado que teríamos quatro filhos. Minha rotina é muito corrida, entre o Estúdio de Cocriação, a Baba de Moça e os quatro filhos, não sobra muito tempo (sem contar com os sete cachorros...). Nosso Netflix vai desde O Poderoso Chefinho até La Casa de Papel! Estamos em todas as fases da vida, com suas muitas dúvidas e poucas certezas, nos adaptando ao que aparecer. Tento ser o polvo que eles precisam, mas às vezes tenho que pedir ajuda aos universitários. Além da galera oficial, somos ponto de encontro dos amigos e parentes, a casa está sempre cheia. A máquina de lavar roupa não para, a cozinha parece industrial... Amamos isso! E queremos que permaneça desta forma: uma família grande e unida!”

Mariana Ferrari Szyszko, 31 anos,
é mãe de Beatriz, 1 ano e 5 meses
“Ouvi diversas vezes que o amor de mãe é o mais poderoso, aquele que não pode ser comparado aos outros, fiquei com isso na cabeça por anos e nunca entendi. Daí eu engravidei e já comecei a sentir que aquela frase era perfeita. Quando eu a vi pela primeira vez, sabia que aquele amor eu nunca havia sentido antes, é inexplicável, chega a doer, é o sentimento mais nobre que carrego comigo. É comum quando escuto questionamentos como: 'quando vem o irmãozinho?' E ao receberem a resposta negativa me dizem: 'ah coitadinha, vai ser filha única, é tão bom ter irmãos!' E realmente é, tenho dois irmãos que são meus melhores amigos. Mas eu sempre tive a vontade de ter um filho único, independente do sexo que fosse. Talvez com o tempo as coisas mudem e nunca descarto aumentar a família, mas me senti tão plena e realizada com a chegada da Beatriz, que ela preencheu por completo aquele espacinho que estava faltando em nossas vidas. Não existe calmaria quando ela está por perto. Como qualquer bebê que está descobrindo o mundo, ela quer mexer, falar, sorrir, chorar, sentir, se expressar, e isso exige muita paciência e cuidado, mas ver o quanto ela cresce cheia de saúde, alegria e amor, me ensina todos os dias o quanto sou abençoada por ser a sua mãe.”

Fabíula Pacheco, 27 anos,
é mãe de Arthur e Augusto, 4 anos
“Eu não planejei ser mãe e a maternidade em dobro surgiu em minha vida como um desafio muito intenso. Eu também precisei me acostumar com a ausência do pai dos meus filhos desde o início da minha gestação. Foi uma gravidez solitária, mas feliz. Passar por tudo isso foi transformador e um divisor de águas na minha vida. Contribuiu muito para minha evolução. Eu não sei como é ter somente um filho, tão pouco sei como é ter um pai presente... Mas são as circunstâncias que nos moldam e vamos nos adaptando a elas. Eu já entrei nesse ritmo de dois desde o início. Assim como o trabalho é em dobro, o amor também é em dobro. Um compensa o outro. Me sinto especial por ter tido a oportunidade de dar a luz a duas vidas ao mesmo tempo.”


Aline Gabriela Bourscheid, 35 anos,
é mãe de Raquel, 8
“Quando casamos já havíamos decidido ter dois filhos: um natural e um adotivo. Após alguns anos de casados, descobrimos que teríamos dificuldade. Fizemos 13 inseminações artificiais e na última tentativa finalmente engravidei. Foi uma alegria, mas infelizmente depois de 8 semanas, o coração do bebê parou de bater. Passado algum tempo, com a ferida na alma sendo cicatrizada por Deus, surge uma notícia inesperada: uma menina estava chegando a uma abrigo em Porto Alegre e precisava de padrinhos. No dia marcado fomos conhecer a Raquel e foi uma alegria. Ela encheu os nossos corações. Naquela semana, meu esposo foi viajar e eu secretamente preparei toda documentação de apadrinhamento. Quando ele chegou, levei a Raquel para buscá-lo no aeroporto sem ele saber. Na minha chegada ao abrigo, quando ela me viu, gritou “mãeee”... e eu já sabia que minha vida tinha mudado. Chegando ao aeroporto, quando ela viu meu esposo foi correndo ao seu encontro gritando “paiii”. Foi quando ele descobriu que a vida dele também não era a mesma. Adotamos a Raquel em 27 de setembro de 2016 e de lá pra cá, foram muitos desafios enfrentando os problemas de saúde e as dificuldades de aprendizado dela. A Raquel não saiu do meu útero, mas saiu sem dúvida do meu coração. Ela é vida para todos nós. Amor que é impossível de descrever.”


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