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- Variedades -

5 curiosidades que você precisa saber sobre Rodrigo Lombardi

07.03.2019

Depois de duas horas no palco, dando vida a um texto dramático que exige muita entrega, o cansaço está estampado no rosto de duas gerações de atores consagrados, Rodrigo Lombardi e Sérgio Mamberti, Eddie Carbone e Alfi ere (respectiva-mente) em um grande texto do teatro, com Um Panorama Visto da Ponte.
O texto é um dos clássicos de Arthur Miller (1915-2005), considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Nesta entrevista, Lombardi fala sobre este trabalho, vaidade e a frustação de passar pouco tempo com a família. O ator, de 42 anos, que acumula personagens marcantes na telinha,como Raj em Caminho das Índias, Herculano Quintanilha em O Astro, o mulherengo Alex de Verdades Secretas e o agente penitenciário Adriano em Carcereiros, não esconde a satisfação em estar na estrada com a peça. “Trata-se de um texto que nunca vai envelhecer, porque ele fala das relações humanas. O humano não vai mudar.”

O HERÓI TRÁGICO



 Lombardi e Mamberti em cena com  a peça Um Panorama Visto da Ponte 

“Meu personagem é um estivador nas docas de Nova York, descendente de italianos. O maior desafio em montar o personagem foi saber chegar no ponto certo. É muito fácil
interpretar um cara cheio de certezas, que é temido e endeusado pelos outros, mas o Eddie é um cara que precisa se virar na própria incompreensão, o texto fala disso, da
falta de possibilidades dentro da sua ingerência sobre os seus sentimentos. Todos estamos sujeitos a viver esta história. A paixão para ele é como um ser estranho... acho que
agora estou falando demais (risos). A questão humana é o forte na história. Aqui, o valor da palavra é a grande moeda de troca. Cada palavra dita tem peso, cada expressão
é cuidadosamente dosada. Não estamos aqui para responder, estamos aqui para mostrar e o público tira suas conclusões. Acho complicado o autor, o artista que fala:‘Viemos trazer respostas’. Ninguém traz respostas.Através dos nossos estudos e vivências, a gente consegue, talvez, melhorar as perguntas, mas não trazer respostas.”

CONSTRUÇÃO DA CARREIRA


“A grande virada para mim foi quando pude olhar para trás e ver tudo o que já tinha feito. Não tinha tempo ruim para mim, não tem até hoje.
Hoje tenho a possibilidade de poder escolher alguns trabalhos, mas também tenho a infelicidade de querer ser escolhido e não ser.Em poucos trabalhos na minha carreira eu fui a primeira opção. A exemplo do personagem Adriano, que era para ser de Domingos Montagner. A vida não deixou que eu me deslumbrasse. Antes de chegar na Globo, eu era contrarregra.Quando passei no teste para fazer Bang Bang, eu estava fazendo uma peça com o grupo Tapa, mas logo antes eu estava como contrarregra do grupo. Já fui agente de viagens. Sempre quis viajar, mas viajei muito pouco. Antes, não viajava porque não tinha dinheiro, agora não viajo porque não tenho tempo.”

VAIDADE AOS 40

“Estou com 42 anos e percebo mudanças em todos os sentidos. O joelho dói, você começa a fazer barulhos...
A coluna não é mais a mesma, o joelho também não, mas a cabeça é melhor, o conhecimento é maior, mas o tornozelo, o joelho, o ombro não... Eles
começam a ranger. Tenho vaidade, mas a minha vaidade está em querer ser reconhecido como um cara generoso, um cara que acrescenta. Na prática, os itens que não podem faltar no meu nécessaire são filtro solar, xampu e desodorante. São coisas básicas que a gente vai aumentando. A cera para a barba e cabelo não tinha, mas aí achei legal e fui incrementando.”

FAMÍLIA

Pai de Rafael, de 11 anos, com a maquiadora Betty Baumgarten, Rodrigo sabe que o convívio familiar fica comprometido diante do volume de trabalho e da distância.Depois de terminar de gravar a série Carcereiros, emendou a montagem da peça Um Panorama Visto da Ponte e caiu na estrada, "Quando nos vemos, eles pegam um Rodrigo completamente destruído."

LONGE DA INTERNET


“Não fico olhando no Instagram, não fico lá postando 'coisas legais e elogios'. Isso não me atrai. Minha vida não é interessante a esse ponto de ficar postando passo a passo. Não tenho Twitter, meu Facebook é uma fan page. Se preciso anexar uma foto no e-mail, já tenho que chamar alguém. Sou péssimo. A única coisa que eu sei é jogar videogame.”

Agradecimento: Patrícia Scossi (Teatro Feevale)


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